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Música #4 - A Síndrome do Rockstar Decadente


Pobre do músico que adquire a Síndrome do Rockstar decadente (Estupidum Animalus Egocentricum, no latim)... 
A pessoa afetada por essa enfermidade é conhecida popularmente com “O Estrelão”,  "O bonzão", “A última bolachinha do pacote”, etc. E geralmente ela, mais que todas as outras vê a si mesmo neste alto patamar – embora, vale ressaltar, ainda exista uma espécie de fãs (Obicecadus Imaturum) que ainda o defenda, dizendo que é inveja, que é dor de cotovelo, que o portador da SRD é o talento do grupo, o fenômeno responsável pelo sucesso estrondoso (às vezes nem é pra tanto) da banda em si. 
Não se engane, as proporções nem sempre são verdadeiras. Geralmente essa síndrome ataca o homem em evidência, o frontman (por razões bem explicitas até). Mas isso não é via de regra.
Entendam: o estrago causado por essa síndrome não é proporcional ao talento, e sim, ao ego do afetado pela mesma. Pode afetar qualquer um: guitarristas, bateras, baixistas – às vezes, uma banda inteira.
Sim. A maior probabilidade de um músico contrair essa síndrome é estando em uma banda!
Acessos de raivinha, de infantilidade exacerbada são frequentes. O afetado costuma achar-se muita acima das pessoas comuns, faz cena, tem a necessidade de ter a atenção sobre si e os desejos atendidos tal fora um faraó. Este passa a não sentir o peso das próprias atitudes, e a responsabilidade de seus atos é sempre justificável, em prol de um sucesso ou algo subjetivo que só existe em sua própria mente.
Outro sintoma é a viagem temporal (ACREDITEM) da mentalidade do indivíduo a uma era retrógrada, um tempo distante que não condiz com a posição de um verdadeiro artista nos dias de hoje.
Infelizmente, é um mal sem cura.
Estudiosos garantem em tom sarcástico, que é uma questão de tempo e maturidade.

Música #3 - Tributo ao Sonho de Um Músico!




A primeira banda de um músico sempre começa da mesma forma: juntam-se um par de amigos, muita vontade, alguns instrumentos, pouca ou nenhuma experiência, uma referência em comum, e pronto.
Isso basta.
É assim, desde que o mundo é mundo, não importa o estilo nem popularidade do instrumento.

Outra coisa que todo músico tem em comum, é a crença em sua obra. A crença de que, contra todos os contratempos, a qualidade de suas composições vai superar qualquer barreira, e que ele vai ganhar rios, montanhas, mares de dinheiro, uma fama turbulenta e deixar um legado musical incrível...

Até que a realidade vêm com todo o peso do mundo, e fatores como alta concorrência, falta de capital, mudança de mercado (principalmente no que se refere ao estilo musical) e às vezes até uma desilusão com o próprio talento, advinda das críticas, do hate, vem a colocar em xeque todo esse entusiasmo pela música em si.

É aqui que a maioria desiste, tornando-se o amigo, vizinho ou o parente que toca um instrumento nas horas vagas.

Nada muito triste, nada muito grave.

A quem culpar pela morte deste sonho? São muitos os fatores na verdade (falta de incentivo, dificuldade financeira, problemas familiares, enfim...), mas as dificuldades sempre assolaram a humanidade desde a primeira alvorada dos tempos.

“A perseverança é favorável!”, diz o I Ching. Mas o caminho da música é árduo, e o preço é a dedicação. Os instrumentos são caros, a prática é cara, a teoria é cara... Tudo isso demanda uma vontade hercúlea, um amor incondicional, não atrelado a resultados imediatos, mas à paciência de um jardineiro...

O Jardineiro dos Sons.



MÚSICA #2: A HIERARQUIA DE CONSUMO!


Santo de casa não faz milagre. Ninguém sabe por quê, mas não existe sentença mais verdadeira quando se trata de consumo artístico, seja na tevê, no cinema, nas mídias impressas ou mais especificamente: na música!
O milagre do santo caseiro tem sempre menor luz em relação ao santo de maior distância, que tem ainda menos luz em relação ao de maior distância sobre este, assim sucessivamente...
Abandonando a metáfora, essa lógica (a de que o artista local é inferior a outro de mesmo estilo, crença, cor de cabelo, estatura física, proveniente de outro estado/nação/continente) é absurda, mas real.
É uma questão de cultura de consumo.
Funciona basicamente assim: fomos educados a consumir e ter como importante tudo o que vinha do exterior. Nesse pacote entra a música, filmes, livros, quadrinhos e tudo mais que se possa consumir culturalmente.  Veja bem, fomos comprados com obras de qualidade: Nirvana, Oasis, Lost, As Brumas de Avalon, Star Wars..., para os mais pops; Wacthmen, Black Sabbath, The Who, qualquer livro do Bukowski, para os mais roots. Há para cada estilo pelo menos um grande ícone ou um artista de grande destaque, reforçando essa “qualidade” latente...
Em seguida consumíamos, já com uma certa estranheza de paladar, nosso produto cultural interno de maior destaque: Skank, Los Hermanos, Raimundos, a música sertaneja em ascendência junto com o auge do samba.
E depois, por último, a música/produto regional: uma geração inteira rock gaúcho, de TNT a Acústicos e Valvulados, passando por Tequila baby, Nenhum de Nós, Wander, Frank Jorge e sua Graforréia (isso se falando aqui do RS, claro)...
Pronto, eis a hierarquia da cadeia de consumo de um jovem dos anos 90, definida e bem estabelecida.
A que ressaltar aqui que existem vários fatores adjacentes (qualidade técnica, gosto popular, exposição à mídia) e existem também as exceções à regra (A cena musical Brasiliense e toda uma gama de nossos próprios ícones nacionais: Cazuza, Raul Seixas, Renato Russo, entre outros). Mas no geral, a formula se aplica e se perpetua.
O jovem de hoje talvez se apoie nela com ainda mais veemência, por que o efeito negativo que ela tem é o esquecimento gradativo de suas castas inferiores, enfraquecendo-as.
Em outras palavras, existem cada vez menos ícones nacionais (e regionais) expressivos, uma vez que não houve o devido incentivo/apoio/interesse.
E a internet, embora seja uma ferramenta poderosa e aberta a todos, agiu como incentivador desta busca pelo santo mais distante, desconhecido e poderoso. Tornando, assim, a janela de oportunidade cada vez menor para o artista iniciante, influenciado também por essa cadeia, e inspirado por ela, na composição de seu próprio trabalho autoral, dando munição e gás a esse looping de consumismo.
Mas no geral, a hierarquia da cadeia de consumo artística é essa. E o absurdo real é supor que essa lógica se apoia em uma espécie de controle qualidade, com aquela máxima de que tudo o que é feito no pais não presta, e todo esse blá blá blá de sempre...

Aí pronto, está consolidada a cadeia de consumo artístico em seu império infinito.

Você deve estar se perguntando, a quem serve este tipo de informação? A resposta é simples: essa informação serve ao artista iniciante, buscando seu foco, seu público, sua voz, nessa terra infértil.
A solução seria instaurar aos poucos, timidamente, uma cultura de consumo reversa ,próxima quiçá, que diga ao artista iniciante:
“Acredite no teu som, ele é a tua voz, e não seria surpresa demais saber que ela encontra eco mundo afora!”
Ou
“Acredita na tua cena musical: Ela é o retrato da tua geração, de como se vestem, de como se portam, de como enxergam o mundo!”
Ou ainda:
“Acredita na tua pluralidade como artista: as leis do consumismo não servem a ninguém, somente à elas mesmas!”

Sim, soa bem utópico... Mas vai que cola?!

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MÚSICA #1: Rock'n Roll em Tempos de Crise


Não é raro atualmente ouvir que o Rock (Nacional) morreu. Ou aquela máxima ainda pior: Não se faz rock como nos anos oitenta, na idade média, ou há dez mil anos atrás (olha aqui a referência, Capitão).

Nos últimos anos, o êxodo do estilo soa como morte anunciada: muitos músicos abandonarem a causa em favor de outros estilos mais “na moda”, ora indo para os mares do sertanejo, ora do samba, do MPB, enfim... (Este texto não os critica de forma alguma, pois instrumentistas excelentes merecem ter seu trabalho visto e reconhecido, sim! Além do que, isso não aconteceu apenas a eles, foi algo a nível nacional: guitarristas, produtores, arranjadores, todos vertendo seu talento a fortalecer a onda do momento, seja ela qual for)A explicação lógica é bem simples: o Rock deixou de ser pop, descentralizou. Virou cultura de nicho. 


A verdade que sobra é que o tempo do "estereótipo rock" passou.
Esse é o tipo de resposta que vêm com outra pergunta: você sabe como nasceu o movimento Punk?

Resumindo rapidamente o mapa musical do Brasil, vemos que os artistas considerados top de linha se concentram basicamente em uma categoria, considerada "do momento": o sertanejo.

(Só pra deixar claro, esse texto também não os critica.)

Observando este mesmo mapa pode se entender, entre outras coisas, que os sertanejos dos anos 90 fizeram direitinho a lição de casa. Não se contentaram apenas com suas milionárias carreiras individuais, mas tiveram todo o cuidado possível em continuar difundindo o gênero: amparando seus talentos, montando produtoras (quem não lembra da treta entre Paula Fernandes e Leonardo?), garantindo a perpetuação do estilo, captando investimentos e a atenção das poucas gravadoras que sobraram. Montando pouco a pouco seu pequeno império musical, pra deleite de uns e ódio de tantos outros.

Sabe quem fazia isso nos áureos anos 80, pelo tão venerado Rock Nacional?

Herbert Vianna, varando o Brasil de lado a lado, procurando hits para seu promissor Paralamas do Sucesso (sugestivo nome, não?), apadrinhando de Legião Urbana a Skank, entre muitos.

Sabe quem faz isso pelo rock nos dias de hoje?
Acertou. Ninguém.

Herbert sofreu o lamentável acidente que o deixou em uma cadeira de rodas, e sabe o que aconteceu? O Rock brasileiro se tornou aquele filho arrogante que confiou piamente em seu próprio estilo de vida, na lei da selva, do mais forte, na deidade de seus solos de guitarra, que acabou se distanciando tanto do homem comum quanto a Igreja Católica. 
E acabou com poucos fiéis.

Tanto que a maioria pensa que ele morreu.
Será?

Nos idos de setenta, as rádios eram invadidas pelo milionário Elton John, com a rebuscada "Goodbye Yellow Brick Road" e músicas altamente produzidas com orquestra que não
“atingiam” o espectador comum. QUE NÃO TRATAVA OS DILEMAS DA CLASSE TRABALHADORA, relacionados à economia, falta de trabalho, fome e essas "coisas pequenas" (todos atentos à sua malandragem, John Lennon, onde quer que esteja). Então criou-se uma cultura de protesto, do "faça você mesmo", e as primeiras guitarras distorcidas e as letras cruas e começaram a ser ouvidas. E de um homem desarrumado cantando com sua guitarra na esquina, logo tínhamos: The Clash, Ramones, Sex Pistols, etc...

Você sabe como surgiu o Grunge?
Então, cansados de ouvir Michael Jackson e toda a sua polêmica e excentricidade... 
Enfim, você já sabe aonde aonde esse caminho leva.

A verdade ignorada é que o Rock não morreu, existem diversas grandes bandas no cenário nacional, no seu Estado, na sua cidade. Talvez até na sua rua! 
Ele está aí, pulsante, vivo, transformado.

Se você está esperando um salvador, um Herbert Vianna para colocar o Rock de volta ao topo, na moda, na crista da onda, o conselho que você precisa é: incentive a cena independente da sua cidade.

Descobrirá certamente que esse salvador pode ser você.


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Perdeu o Grammy 2016? Nós não. Veja como foi.







A 58ª edição do Grammy Awards aconteceu na noite desta segunda-feira (15) em Los Angeles, nos Estados Unidos, e premiou os melhores da música do último ano.
           
"Uptown funk", canção gravada por Mark Ronson em parceria com Bruno Mars, foi a grande campeão individual da noite. A música foi considerada a melhor gravação do ano, a melhor performance de pop em dupla ou grupo e o melhor remix não-clássico (a versão de Dave Audé).

O campeão de indicações do ano presente em 11 categorias, Kendrick Lamar, ainda levou o maior número de troféus ao ganhar cinco deles, mas nenhum entre os principais.

A banda Alabama Shakes foi a segunda grande ganhadora em números ao levar quatro (o álbum "Sound & color" também foi escolhido como a melhor engenharia de som de disco não-clássico).

"Thinking out loud", de Ed Sheeran, ainda foi eleita a canção do ano e a melhor performance solo de pop. Meghan Trainor, que fez sucesso com "All about that bass", foi a revelação do ano.

A cantora Lady Gaga fez uma homenagem ao cantor David Bowie, que morreu em janeiro aos 69 anos. Ela cantou os clássicos "Space Oddity", "Let's dance" e "Heroes"

Saiba por que Elvis realmente morreu.

Elvis Presley foi (e ainda é) um dos artistas de maior renome na cultura musical dos Estados Unidos e que ganhou o mundo não somente pelo rock, mas também através do gingado e dos vários filmes que estrelou. Por conta disso, é considerado o rei do rock’n’roll.

Por ser uma estrela pop mundial em uma morte que chocou repentinamente não só os fãs, mas também a imprensa, o funeral foi praticamente um evento de Estado, com segurança redobrada e repleto de cuidados antes, durante e depois todo o evento. Apesar disso, houve (e ainda há) pessoas que acreditam que o cantor não morreu.




Com uma vida turbulenta, a história de que Elvis não teria morrido em agosto de 1977 surgiu logo depois do velório, quando as pessoas se questionaram o porquê de o caixão estar vedado. Entretanto, esta parte da lenda é uma farsa, pois há, inclusive, fotos do caixão aberto para os familiares.

Quando a história de que o enterro do pop-star poderia ter sido uma farsa, inúmeros foram os relatos de possíveis aparições de Elvis algum tempo após a sua morte. A última teria sido na Califórnia em 1984. Não há como provar tais aparições, pelo menos ninguém ainda o fez. Além disso, Elvis é o artista mais imitado do mundo e há campeonatos de covers e sósias em praticamente todo o planeta. A partir disso existe um questionamento importante: se ele queria fugir dos holofotes, por que motivo apareceria por aí vestido da maneira como subia nos palcos?

O mais significante dos rumores ocorreu exatamente um dia após a sua morte. Um homem idêntico a Elvis foi visto desembarcando na Base Aérea da Argentina. Segundo relatos, ele desceu rapidamente de um avião e entrou em uma Limosine que já o esperava. O homem não foi visto novamente. De fato, Elvis Presley realmente possuía uma casa na Argentina.


O maior problema surge a partir do momento que as teorias conspiratórias ficam, digamos, patéticas demais. Volto a citar aquele questionamento acima: por que ele, querendo supostamente viver uma vida tranquila, apareceria paramentado em lugares estranhos? Ou então: qual seria o motivo dessa onipresença quase divinizada do cantor, visto em mais de onze países no mundo e em mais de 500 cidades norte-americanas?

O que podemos concluir é que Elvis Presley foi vítima do seu enorme sucesso e não aguentou carregar esse fardo nas costas. Foi como o que aconteceu a Janis Joplin, Jimi Hendrix, Amy Winehouse, Michael Jackson, Whitney Houston, entre outros tantos. Com a lenda urbana arquitetada há muitas décadas, recentemente alguns policiais fizeram o que poderia ser o retrato-falado de Elvis como estaria hoje em dia, aos 77 anos (foto abaixo)