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Tenjo Tenge e o pacto de crença

 Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite leitores do Sintonia.


Ja ouviram falar em Tenjo Tenge?

Ou TenTen para os mais íntimos.

Tenjo Tenge é um anime de ação (shonen) de lutas marciais ambientado numa escola.

A historia é do autor "OH Great" que carrega todas suas obras com ecchi (erotização) pesado, sem que isso seja necessariamente prejudicial, mas tbm não adiciona nada, simplesmente aceita.

Com um traço excelente e lutas bem capturadas, é uma obra interessante para assistir/ler.
Exceto por um pequeno detalhe.

Sua confiança vai ser quebrada logo no inicio!

Para leitores em geral, mas principalmente do universo fantástico, existe uma regra para qualquer história:

O universo criado não pode se contradizer, ou seja, as regras impostas por ele, devem ser seguidas e quando quebradas, ter um preparo, caso contrario a historia perde o sentido.

No caso do TenTen isso ocorreu para mim.

O anime se ambienta na época moderna, provavelmente entre 2000 a 2005, numa realidade onde o "Chi / Ki" é usado pelos lutadores para destravarem técnicas de combate.

Logo no inicio, aparece um lutador de Westreling falando que não importa o quanto se treine, é impossível fortalecer as articulações, e a historia segue.

Em determinado ponto, esse personagem luta contra o protagonista e, pelas regras impostas no universo dele, incapacita completamente o mesmo. 

Mas não.

O protagonista se levanta e o derrota.

Pode arquitetar milhares de teorias ou usar a "força do protagonismo" para argumentar, mas o ponto é que me senti traído pela historia.

Mesma coisa que ocorreu com Baki, numa cena bem similar.

Essas regras criados para o universo pelo autor, são contra pesos e ganchos para se desenhar as mais diversas situações, por isso é errado quando não são respeitadas.

Claro, a obra é para se divertir/entreter e essa, no final das contas, é a regra absoluta.

Patrulha do Destino: Minhas impressoes

Bom dia/ Boa Tarde/ Boa Noite caros leitores do SC, aqui é o Miguel e vamos para mais um texto.

No episódio 2 do "Sintonizados" comentamos sobre séries de heróis que não seguiam muito a receita de bolo e uma delas foi a Patrulha do Destino(Doom Patrol).

Não falamos muito sobre as séries pois a ideia tanto no podcast como aqui é não dar muito spoiler.
Ainda assim, desejo deixar alguns pontos sobre essa série que acabei maratonando a alguns dias atrás.





Não sei como se iniciou nos quadrinhos, mas na televisão o recado é dado nos primeiros momentos:
Essa série não é sobre Hérois, é sobre metahumanos e seu lugar no mundo.
Simulando, propositalmente, a academia do professor X, Nail(Chefe) e seus agregados não tem um objetivo tão nobre, se limitando a apenas tentarem sobreviver sem machucar ninguém no caminho.

Enquanto a série se passa, vamos descobrindo o passado dos personagens e entendendo a sutileza humana em cada um e mesmo que a série tenha boas piadas e cenas de ação criativas(NA Minha Opinião), o desenvolvimento de personagens te prende.

Começamos pela Crazy Jane, que tem Transtorno de Multiplas Personalidades.
Ao invés da série fazer uma jornada que ela conversa com cada uma e vai entendendo os problemas, a história nos mostra uma pessoa tentando não utilizar as outras personas como arma, pois sabe como isso é horrivel.

E como ela não consegue se comunicar, parece que esta só numa fase de eterna rebeldia.

Depois tem o Cliff (Homem Robo)que inicialmente pensa que era um pai presente e ativo, depois aos poucos vai recuperando a memória e entender como fazia para lidar com uma gravidez não planejada, o torna mais real e próximo do personagem instável que estavam construindo, por mais que eu saiba que a fala foi forte, ela mantém a ideia da personagem e marcou um ponto para mim.

Indo para o Larry (o homem radioativo) que teve que lidar com outra pessoa querendo passar uma mensagem, mas sem nenhum tipo de linguagem, apenas com gestos. Me parecendo uma comparação em como podemos sentir as coisas, mas não explica-las  e o quanto isso dificulta qualquer tomada de ação.

E finalmente temos Rita (a mulher elástica) que mesmo sendo vivendo constantemente na corda bamba, ela é a que mais consegue se manter sã para encarar o cotidiano, diferente do Cliff e Jane que se isolam, entre o arco de aceitação passando pelo romance com Mento, nasce uma pessoa muito mais forte e e resistente que seus próprios poderes.


A série possui arcos definidos, sendo o primeiro o sequestro e resgate do Chefe, a apresentação do Ciborgue, a filha do Chefe e o final do mundo.
Todos normalmente sendo encerrados sem uma luta ou embate épico, simplesmente com sarcasmo e lógica


Quando os crédito sobem, Patrulha do Destino se mostrar mais uma série de como pessoas tentariam fazer o bem com seus poderes, mas se perderiam dentro dos próprios universos.

E isso que a deixa tão espetacular.

Minerando na Internet #4

 Amiguinhos, mais um canal que achei interessante.

RPG NINJA é feito pelo pessoal do blog do LeNinja (Ah vá!)
É uma sessão de RPG de mesa animada.

A animação é bem simples, mas isso se tornou um charme, tanto que causa uma certa estranheza quando eles tentaram mudar, a narração que não se leva a sério, os nomes toscos, as piadas PRAÇAÉNOSSA, o ambiente que eles criam, ao ponto da brincadeira acabar tomando formas ficou bem legal, então deixo aqui o primeiro episodio pra assistirem.


Já aviso que periodicidade não é o forte deles

Atypical e as normas da sociedade

 Um tempo atrás postei algo que falava sobre armadilhas sociais.

Quando alguém, propositalmente, lhe coloca uma situação que se você se sente constrangido de agir como realmente quer.

Mas e a outra situação? E quando a pessoa, sem saber, está quebrando um acordo silencioso da comunidade?

Atypical é uma série sobre um Sam, de 18 anos com a TEA(Transtorno do Espectro do Autismo)e sua interação com o mundo a sua volta.  

Visão do mundo

A série tem algumas situações muito convenientes e preciso reforçar que o garoto retratado ali é nós chamamos de “Funcionais” que conseguem levar uma vida na sociedade com uma certa independência. Com isso já retirado do caminho, vamos ao comentário.

 Essa obra um ótimo material tanto para entretenimento quanto informação sobre esse transtorno, o trabalho de pesquisa ficou interessante.

Com roteiro e atuações ótimas, temos um olhar totalmente diferente do cotidiano: nas pequenas situações, como ir em um restaurante novo, como na escolha da faculdade ou laços de amizade, verificamos tudo com um olhar surpreso e até indefeso quando Sam sabe o que esta ocorrendo, sabe o que provavelmente deveria fazer, mas por sua condição não entende se deveria fazer por não ser natural, entrando num loop de questionamento.  Situações que fazem nos perguntar:
"O que é normal?" "Porque nos importamos com tantos detalhes fúteis?" "Porque a vida parece tão confusa?"

A simplicidade que Atipycal impõe não pode ser vivida, como a própria série mostra em alguns casos, mas o TEA e as famílias precisam de obras como essa para, por mais que seja aos poucos, mais pessoas podem visitar esse mundo, para esse muro de preconceito possa cair.


Minha humilde opinião... que acham? Concordam, Discordam?

Comentem aí

Minerando na Internet #3 : Webseries Nerds

 Sempre curti o YouTube para alguma curiosidade, em uma dessas perambulações virtuais, me deparo com um critico de cinema que por muito tempo considerei o critico com o linguajar mais acessível para mim, pois ele dava argumentos que além de lógicos, pareciam ridiculamente óbvios.

Ele se nomeava Nostalgic Critic

Mas estamos falando de 2009/10


o conteúdo no YouTube brasileiro, tanto criação quanto tradução, estava começando a tomar alguma forma, então não se tinha muito material. Depois de alguns anos( mais precisamente 2016) um canal com mais vídeos do Nostalgic legendado (E mais algumas séries) aparece para mim.




Séries de Zumbi e o Desafio da Inovação Pt2

 Chegando com a parte dois do post, dessa vez abordando a tentativa de inovar



Fear The Walking Dead:

Quando uma série é muito relevante, o estúdio testa algum spin-off para mamar mais ainda na franquia. Ouvi dizer que essa série foi idealizada mais pelo Robert Kirkman para ele tirar algum lucro, já que TWD o acordo não ficou legal para ele.

A primeira temporada do Fear é excelente, para quem olhava TWD na época e queria pessoas mais "reais" num apocalipse zumbi, já que a turma do Rick matava zumbi com as mãos amarradas(literalmente).
A série nos apresenta uma família disfuncional com ambos do casal vindo de outro relacionamento com filhos, sendo que um dos filhos da mulher (Madson Clark) é usuário de heroína. Eles conseguem construir num misto de teoria da conspiração a queda da sociedade de um maneira bem crível.  

Então a série é de uma família, que não sabe trabalhar em grupo, aprendendo a lidar com o caos do apocalipse?
No inicio parecia que sim, mas partir da segunda temporada, os personagens começam a se tornar paródias deles mesmos, sobrevivendo todo momento a situações que não poderiam, se não fosse o roteiro forçar, o que se tornaria preludio do que viria em diante.

Na terceira temporada, a série admiti que não tinha ideia do que fazer além da primeira e se torna uma série B de zumbi. Dai temos pérola de um cano cortando como facão mesmo sem ele ter fio, uma garota que não deve pesar 60 kg usando uma fuselagem de ferro com metade do tamanho dela facilmente, energia elétrica em todos os lugares que eles chegam, zumbis derrubados com um golpe decidem não levantar mais, cenas em câmera lenta para tentar dramatizar, frases de efeito sem nenhum contexto, decisões totalmente arbitrarias porque o personagem olha para o outro e diz "você é forte", com uma má escolha de elenco e um roteiro fraco, decaiu de uma "história" para uma "paródia" 

Mesmo com alguns bons argumentos da quarta temporada em diante e com o reforço do personagem do Morgan, saindo da série principal e ficando nessa, continuou fraca e repetitiva.

Kingdom

Não vou ficar fingindo que entendo de série Koreana, maaas sei que existem muuuitas séries da época das Dinastias(Famílias Monárquicas) só não sei quantas são de gênero de terror, sendo na sua maioria de romance. Então, pelo menos para mim, essa me surpreendeu.

Kingdom mistura terror de pandemia zumbi com uma tentativa de golpe de estado.
Na trama, o Imperador está morto, mas eles localizam algo que pode reanima-lo como morto-vivo e o fazem, deixando ele numa sala onde apenas a refeição (que descobre isso tarde demais) pode entrar. Fazendo outras pessoas, governarem no seu lugar.
Um de seus filhos estranha isso e começa a investigar o que esta ocorrendo, enquanto vê todo o Reino cair diante da infecção. 
Essa série, mesmo com os exageros típicos de Doramas, tem ótimos personagens e um drama agoniantes, porque a civilização não caí com o vírus, ele é utilizado como uma arma politica, não muito diferente de nossa realidade.

Reality Z

Presença Brazuca no post.
Reality Z é uma "adaptação" da série britânica Dead Set. Dividida em 10 episódios, os 5 primeiros é o seriado britânico fidedigno, com as situações e desenrolar idênticos.
Já os outros 5 episódios são de conteúdo original utilizando o mesmo universo.
Se você considerar a série como uma produção B com bastante orçamento, vai se divertir muito, pois ela tem cenas que não dá para levar a sério, mesmo com os atores se esforçando para dar tensão aos momentos, tem alguns debates sociais e o cenário Reality Show é muito natural para nós(depois de 20 anos de BBB), então é um entretenimento.
Mas ela se prende demais ao material original, que mesmo sendo uma série B, quer ser levada a sério,  faltou a decisão da direção brasileira nisso, pois parece que ele não quer ser uma paródia, mas algumas cenas ficam espalhafatosas demais.

Considero essa série um esforço para tentar sair da zona de conforto dos estúdios maiores, mas ainda longe de algo de gênero de verdade, ficando no campo da tentativa, pelo menos, já é um primeiro passo.

Santa Clarita Diet

Indo agora para o Humor.
SCD é uma história de zumbi, sem apocalipse ou epidemia. Nesta história, Sheila (Drew Barrymore) se transforma numa "não morta" por alguma razão, mas seguindo mais uma linha dos zumbis de "Noite dos Mortos Vivos" e "Reanimator" ela mantém seu intelecto e consegue viver em sociedade.

Mais ainda, quando a transformação ocorreu ela perdeu seus medos e receios se guiando mais pelo desejo, o que a fez passar de uma coadjuvante para uma protagonista na sua casa. Como ela ainda precisa comer carne humana, existe alguns dilemas e situações questionáveis na série, mas sempre com muito humor para não sair do gênero principal que a obra se propõe.

A série foi elogiada em sua estreia e conseguiu manter um bom ritmo até a terceira temporada, quando foi cancelada. Vale a pena assistir

Armadilha Social

Sabe... sou fã de animações!

E não estou falando só de obras como "Vidas ao vento" ou "Up", que só usam essa mídia para contar uma história densa e madura. 

Falo de desenho animado tipo Tom e Jerry, Pica Pau ou Pernalonga. Se passo pela teve e esta exibindo algum, me deixo assistir por alguns minutos. Uma série dessa "nova" safra que assisto é Phineas e Ferb

Indo construir algo
Indo construir algo
Em todos os episódios, normalmente há duas historias simultâneas: A dos garotos construindo algo(normalmente colossal e fisicamente improvável) e a do Perry, o ornitorrinco agente secreto, sempre combatendo o maligno Dr Doofersmith. 

A luta desse ultimo é uma paródia aos filmes de super agentes(estilo 007):
Maquina da destruição, armadilha mortal e monólogo megalomaníaco são sempre presentes. 

Em uma dessa perseguições, o cientista louco entra num vagão de trem, Perry entra logo depois e cai sentado na frente do vilão, num vagão restaurante lotado. 
Quando vai atacar é interrompido pelo Doutor: 

-Pare aí.. Você acaba de cair na minha armadilha social, não pode me atacar

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é armadilha-social.jpg
Para vencer o Super vilão, siga um conselho da sua mãe: "Não é só porque tudo mundo esta se atirando da ponte, que precisa se jogar também"

Doofersmith continua: - as pessoas sabem que não devem fazer escândalos aqui, por isso todas se "comportam"- conclui o vilão. Pode parecer bobo, mas essa armadilha é muito real e usada diariamente, tanto para fins econômicos quanto sociais. As principais vitimas desse tipo de cilada são os que se importam com a opinião alheia, tem medo de não serem aceitas ou perderem apoios financeiros do lugar onde estão. Cada um sabe o que faz da vida, mas no momento em que nos tornamos suscetíveis a esses truques, devemos revisar o porque a opinião dos outros ser tão importante na nossa vida. Sempre que se sentir pressionado a tomar alguma decisão que desconfie não ser a certa ou ser acelerado a fazer algo, pode acreditar, esta numa armadilha social. A tensão que o clima em grupo cria para ser tomada alguma atitude especifica se torna a arma perfeita, a pessoa se sente muito deslocada para tomar alguma atitude que vá contra a lógica do grupo, independente de estarem de acordo com aquilo ou não. 

Minha humilde opinião... que acham? Concordam, Discordam?

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Séries de Zumbie e o Desafio de nossa crença PT1

 Oola Cult's
Zumbis sempre está no meu top de gostos, tanto para jogos quanto filmes ou quadrinhos. A ideia de ter uma quantidade infinita de corpos para explodir, cortar, espancar sempre pareceu muito saudável para mim, então tento acompanhar esse subgênero o máximo possível.

E tivemos gratas surpresas nos últimos anos, no cenário das longas-metragens, que podemos abordar em outro texto, e alguma participação em jogos, na data que estou escrevendo esse texto, os novos personagens do Fortunite é a Jill(Remake 3) e o Cris(8) do RE para compra.

Mordem todos

Mas quero abordar com vocês uma cenário diferente, o das séries, em especial Walking Dead, Fear Walking Dead, Black Summer e Zombie Nation.

Entendo que o universo que essa série se passa, principalmente a ZN, não precisa se preocupar exatamente com tuuuudo que o mundo impõe, então consigo deixar passar grama aparada mesmo depois de mais de ano do apocalipse, condição física dos sobreviventes muito diferente de quem esta passando fome e dormindo pouco, aptidão extraordinária para armas, em certos momentos, e um desastre em outras, isso a gente passa de boas, pois é uma série de TV.

Mas estão exagerando!

Essas séries estão chegando num ponto que não consigo compreender qual o publico que eles estão querendo atingir, se perdem em uma pauta de ativismo, dai lembram que estão numa série de Drama/Ação dai tentam colocar alguma emoção, mas como o cenário foi perdido sempre é recorrido aos mesmo recursos.

Vamos começar com a maior dos últimos tempos, mas que já perdeu seu brilho faz um tempinho:
Walking Dead:
Parte do sucessos do TWD é porque a primeira temporada, se vê numa tarde, é algo fácil de consumir e os dramas que aparecem ali são facéis de comprar. Temos a cena da mulher do Morgan tentando abrir a porta e o Zumbi que quebrou a vidraça com uma pedra, que seriam ótimas pontes para um foca mais dramático. 

A segunda já trouxe a fazenda, tinha alguns episódios a mais, mas ainda mediava bem os conflitos, os Zumbis eram mais tradicionais agora, mas ainda traziam um certo perigo. Teve o encerramento verdadeiro quando encontraram a Sofia e quando o rancho foi atacado.

Na terceira, que considero o ápice e queda ao mesmo tempo, temos o Governador e o arco da prisão.
Dai em diante, Terminal, Alexandria, Negan, Sussurradores, a coisa já seguia uma receita: o grupo encontrava um lugar seguro, havia outro grupo querendo que o que eles tem, alguém do grupo original morre, alguém surta, alguém desaparece, e assim continua. Tudo porque além de ter mais de o dobro de episódios que a primeira temporada tinha, eles se perdiam em alguns arcos.


Black Summer:

O pessoal que criou ZN quer ser levado a sério, então criaram Black Summer
E já temos uma lição ai, experiência vale a pena, pois eles pegaram o roteiro e disseram: " Não vai render." e o outro deve ter tido "e se a gente editar, para parecer interessante?" e foi isso que fizeram.
Tanto a primeira quanto a segunda temporada me deram sono, foi desinteressante ver essa série e se tornou mais depois que eu percebi esse truque de dividir o episódio em clipes tão curtos que quando você pensa em olha outra coisa vem o próximo, outro erro que me incomodou muito na primeira temporada é o fato de os zumbis serem mortais e perigosos, até o ultimo episódio, dai você mata atirando até no pé. 

Na segunda temporada, como o truque ja ficou muito na cara, tinham que turbinar, então os episódios além de ficar pulando de um personagem para o outro, estavam fora de ordem cronológica, então algumas coisas que apareceriam no episódio 5 iriam explicar o 2, mas dai o 3 e o 4 já ocorrem, mas aquilo foi antes ou depois? Entende, quando você realmente se importa com a história, isso torna ela custosa de entender, eu tentei pegar os pontos que fez sentido e o resto se perdeu.

Zombie Nation:
A Paródia que ninguém pediu, mas a maioria ama. Quando vi o primeiro episódio que aparece o cara do Lost, que esqueci o nome, tive um pouco de receio, porque não curti a atuação dele ali, mas logo depois ele morre, então fica tudo de boas. 
Eu não tenho criticas a ZN ela acerta e quando erra fica tão esdruxulo, que fica engraçado. Mas só para dizer que não falei nada, quando o Jesus Zumbi começou a ganhar poderes, já ficou forçado e esticar a série com isso, pra mim, foi muito desnecessário.

Esses pontos diminuem as séries e poderiam ser consertados com um olhar mais atento para os que eles estão gravando, mas todas elas também tem seus méritos, em destaque a Black Summer que eu não gostei, mas preciso elogiar a edição, tem clipes realmente interessantes, como o cara que entra no supermercado e esta se escondendo de um zumbi, atmosfera e sonorização ótimas.

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Makoto Shinkai e sua técnica de nos fazer suar pelos olhos

 Hoje quero apresentar para vocês o cara que me fez ficar agarrado no travesseiro pensando sobre a vida, o universo e tudo mais(E não é o Douglas Addams).

Esse japa de 45 anos tem um currículo invejável, inclusive conseguiu o feito de ocupar algumas salas de cinema Tupis com Your Name(Kimi no Na Wa). Mesmo as outras obras não conquistando esse lado do oceano, sem sombra de duvida devem ser apreciadas, fora o fato que tem 3 na Netflix. Então, sem desculpas.

Your Name

Um casal de estudantes que nunca se viram troca de corpos e tem que se habituar com a vida um do outro até descobrir porque isso esta ocorrendo. A historia deles vai se revelando e começa a se formar uma ligação bem mais profunda e antiga do que se supõe inicialmente.

5 cm por segundo(5 Centimeters Per Second)

Sabe aquele namoro que pensou que nunca iria acabar? Pois é...Nessa obra vemos uma história desse tipo contada em 3 capítulos

Jardim das Palavras (Kotonoha no Niwa)

Um estudante mata aula para ir ao parque da sua cidade. La conhece uma mulher com quem passa a ter afinidade e juntos vislumbrar o medo do desconhecido. O principal ponto dessa historia no meu ver é que mesmo com a idade os dilemas são parecidos.

Minha descrição é uma sinopse muito resumida. Nas 3 historias podemos ver as sutilezas do ser humano em suas relações e como isso pode nos afetar de diversas formas.

Claro que é legal as piruetas e golpes que explodem meio-planeta, mas acredito que obras como essas nos mostram um pouco dos detalhes ocultos do cotidiano.


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Grandes Ideias #1: George Constanza

 Boom Ciclo Diário

Vou começar uma série chamada Grandes Ideias, servindo para falar de uma obra completa, um arco especifico ou até um personagem apenas, a única regra é ter se destacado para mim.


Neste primeiro episódio vou lhes trazer um personagem: George Constanza de Seinfield


George Constanza ( Jason Alexandre ) é o melhor amigo do Jerry Seinfield, protagonista da série. Então tem seu papel muito bem explorado.

A atuação de Jason é tão formidável, que até hoje a pessoas que o chamam de George, mesmo a série tendo acabado a 20 anos, mas não vamos falar do ator, vamos falar do personagem.

George é um personagem incrível, pela humanização extrema que é dada a ele, seus problemas, tanto os que ele cria quanto os que a série proporciona, são desenvolvidos de um forma firme e coesa, ele não sofre grandes transformações durante a série.

É alguém que não tem carisma, tanto intelectual, quanto físico, não consegue se manter em um emprego, mesmo sendo na atividade que mais gosta e não tendo que fazer nada, anda com o Jerry que é uma pessoa mais resolvida que ele e seus pais já não tem muita ideia de como ajuda-lo.

Durante a série, tem pontos sutis abordados: Por exemplo, ele pede uma mulher em casamento por impulso, a mulher é mais bonita, rica e inteligente.
Mas ele decide não querer mais se casar e ao invés de falar e desmanchar o casamento, que logicamente iria deixar ela triste mas não seria o fim do mundo, ele tenta outros motivos, até que por uma fatalidade extremamente única, ela morre.

E o George, fica aliviado.

É uma piada forte, sim. Mas quem nunca se viu com um problema e quisesse que ele se resolvesse sozinho, não importa o que ocorresse. Quem nunca teve um namorado que queria terminar, mas preferiria que o outro terminasse, para não precisar ser o "destruidor" .

O ponto que acho incrível do George é como ele se convence ser é a vitima da situação. Algo muito parecido com a maioria de nós e por esse mérito, ele abre essa série.

Minerando na internet #2: Dublando Coisas

Informações sobre dublagens, algumas dublagens de parodia, mas o que acho mais interessante é um quadro que ele retira alguns trechos de jogos e dubla novamente como teste, além de explicar porque é tão complicado dublar essa mídia.


Espero que gostem




Tempo de Despertar e as prisoes da Mente

 Lembro de um episódio de Dr. House onde aparece um paciente que eles definem com o termo "Enclausurado". Nunca parei pra pensar muito sobre essa condição. Então assisti Tempo de Despertar e outro mundo se abriu pra mim.

Tempo de Despertar(Awekenings) é um filme dos anos 90 com Robin Williams e Robert Deniro sobre pacientes que são tirados de um "coma" após 20 ou 30 anos e tentam entender o que aconteceu e como o mundo a sua volta mudou. As performances são excelentes e mesmo os paciente basicamente não saindo do hospital, vemos a liberdade que conquistaram. E pra fechar, é baseado numa historia real.

O Filme trata de um forma muito visual o que ocorre quando a mente torna o escravo do corpo, mas desejo descer alguns degraus para conversarmos.


Ouvimos falar muito em depressão e bornout como se fossem exceções, mas são só um dos espectros de doenças da mente que impossibilita o indivíduo de viver.

Mesmo com um mês exclusivo para pensar em transtornos da mente, ainda temos um olhar muito preconceituoso sobre a isso.

Não posso falar sobre sintomas, não estudei sobre, mas a regra é clara:
Se acha que precisa de ajuda, não se importe com o que outros vão pensar sobre ou falarem que só precisa descansar. Ache um profissional e trate o que lhe esta incomodando.

E liberte-se, pelo menos em parte, as prisões da sua mente.

Minerando na Internet: Bento

 Boooa Vida pessoas!

Em tempos de interwebs, por mais canais de streaming ( Oficiais ou não ) que a internet nos proporcione. Sempre vai ter um espaço especial nos nossos corações para o Youtube.
Esse aplicativo que pode ser tão util e inutil, ja faz parte da cultura popular.

A dica de hoje veio de uma dica xD.

Estava eu, vendo o canal Cartoonizando (que irei deixar o link mais por descargo de consciência pois o alcance dele é enorme) que da noticias sobre animações, o único que trata o assunto com respeito, e ele comenta sobre outro canal de animação, daí mais voltado para histórias do que novidades. Este canal que é a dica de hoje

BENTO é sobre um gato que conta causos da vida podendo ou não estar animadas, as vezes animar tudo da trabalho. Com uma narrativa carregada de sotaque e com um toque preciso de nostalgia, garanti boas risadas.

Espero que curtam

Then

 Then é uma série de terror da Amazon que se passa na década de 50 que acompanha uma família negra que participou da chamada Grande Migração para o Norte. Quando negros, diretamente afetados pelo período da escravidão, se mudam em massa para zonas urbanas.

A série tem uma ótima ambientação e a direção teve um ótimo dedo para o elenco, não a toa a segunda temporada, que já estava confirmada, continuou com a produção, mesmo com a pandemia.

Dito isso... Preciso tocar um assunto que me incomodou. Leiam essa citação indireta de Deuses Americanos sobre escravidão:
"....E por separarem ele da irmã, sabendo que a mesma estava doente, fez greve de fome. Por se negar a comer, o capataz quebrou seus dentes da frente e forçou a comida para não morrer..."

Me diga, não sentiu um calafrio ou levou a mão a boca com essa descrição?

E a pergunta que faço é: Precisou ter alguma entidade sobrenatural ali? Algum som ou vulto misterioso? Ele precisou chegar flutuando?

Para todas as perguntas, a resposta é não. Temos relatos do tempo que o trafico de humanos era legalizado, o material já esta lá, não é preciso inventar algo para ficar mais assustador.
Claro que você pode falar:
"Ah... mas porque o branco loiro de olho azul precisa ser o vilão?"
Porque eles eram, a Klux Klux Klan não era um grupo de conscientização racial. Eram radicais que enforcavam\queimavam negros só por serem negros. Querem aliviar para os brancos nessa época é como querer falar sobre o mal do nazismo e não dizer da Alemanha.

Obvio que a militância(indiferente do lado) vai achar algo para protestar. 

Meu ponto é que tinham ambientação ótima, atores ótimos e na hora do roteiro, parece que faltou coragem de contar uma história mais densa(o que me da ideia para outra postagem)
Isso me traz a parte que me afastou da série: a história se repetir com o casal num bairro branco, todos terem algum tipo de surto e a resolução se dar tão rápido.

Mas o roteiro tem boas sacadas, por exemplo: decisões questionáveis dos personagens, como o pai de familia que no inicio parece ser um ativista, depois parece só querer satisfazer o ego se mudando para aquele bairro, os humanizaram bastante para mim.

A série é ótima, fica mesmo a dica para assistir, mas não pude de notar a oportunidade que ela perdeu de ser histórica.

Black Mirror – O que você faz da sua vida?



Quer fugir da onda “modinha” do que o Netflix proporciona a pseudo nerds? E ser um dos primeiros por aqui a ficar alucinado, instigado e perturbado com uma série que quase ninguém ouviu falar? Então tá na mão… sem escrúpulo algum… Já no primeiro episódio. 



Série criada em 2013 com apenas três episódios, onde o seu primeiro episódio já com certeza vai deixá-lo perturbado no mínimo. Nenhum episódio diretamente tem ligação entre eles, são personagens diferentes, cenários e sinopses “discrepantemente” diferentes, porém todos tratam de forma discreta e subliminar de algo que se passa despercebido em nossa rotina cada vez mais “engessada” e pública, a forma como estamos levando a vida, ou parafraseando Einsten – Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas. – Ou seja para meio entendedor, uma citação desta basta.


Não leve o objetivo da série como foco principal, esta é a mensagem que Charlie Brooker quer/quis transmitir, mas o roteiro empregado e fotografia da série é fantástico, tudo acontece de uma forma uniforme e que faz você ficar preso à tela e angustiado com a sequência de factoides que discorrem diante dos aproximadamente 50 minutos de cada episódio e faz você refletir.

Breaking Bad: RebootandO

Você passou dos 40 a algum tempo,tem um filho,uma esposa gravida e leva sua vida no subúrbio trabalhando num lava-carros e lecionando química numa escola local.


Quando um dia,o que considera ser um mal estar se revela um câncer, mas ao invés de se largar num poço de depressão,Walter torna uma corrida para garantir o sustento da família.

O que difere nosso protagonista com a maioria das pessoas é seu enorme conhecimento na matéria que ensina, muito alem de um professor universitário, conforme a série vai prosseguindo entendemos que ele não é só um "cara que entende de elementos" é um gênio.

Tendo isso em mente e com o alarme de urgência estourando em seus tímpanos, Walter decide ir para o local onde se pode ganhar muito dinheiro: o Trafico.

Mas ficar nas ruas vendendo não compensa e se expõe demais então durante 5 temporadas, vemos um pai de família pacato(spoiler: que depois descobrimos que teve um passado agitado)chutando o balde e se tornando o maior e melhor produtor de Metanfetamina  da região.

Um dos trunfos dessa série com certeza é o seu protagonista,entendemos ele e seus motivos e na maioria das vezes faríamos o que ele fez, por mais que seja considerado errado,algo que lembra Death Note ou outro personagem que também tem seus surtos.

Enquanto Ric.. Quero dizer Walter entra no submundo do crime,os sacrifícios que ele faz pelo bem estar financeiro e social da família começam a mostrar que para sobreviver nesse meio,ele precisa de certas mudanças e nenhuma é deixada de lado pela série:desapego pela vida,perca do medo do desconhecido,parar de se importar com as aparências está tudo ali na primeira camada,para todos podermos aproveitar.

Mas falar de BB sem comentar o resto do elenco seria difícil,temos personagens incríveis que aparecem:

Jesse: Braço direito de Walter, no inicio é só auxiliar,mas a medida que eles produzem e vão trocando experiencias,a tia com câncer por exemplo, faz Walt criar um elo paterno com ele. 
Com o passar do tempo consegue produzir uma droga tão pura quanto a de Walter o que o torna muito valioso para os traficantes,quando a grana começa a entrar(spoiler: E com a morte da namorada,morte do amigo e o envenenamento do garoto)se perde. 
Uma curiosidade: Jesse deveria morrer no final da primeira temporada,mas os produtores gostaram tanto do ator que ele virou elenco integral.

Saul: Advogado,Saul é um ponto fora da curva.
Normalmente os personagens são bem alinhados para quem estão trabalhando e o que querem com isso,Saul esta sempre tentando não ficar do lado de ninguém,mesmo sempre atendendo ao chamado de Jesse e Walt, fica muito evidente que ele não se importaria de perder contato com eles,o que torna um personagem fantástico,nunca se sabe a intenção no que esta fazendo,  normalmente é sair vivo, já que ele lida só com criminosos, mas muitas vezes Saul mostra a capacidade que tem sempre tirado um contato da cartola para salvar alguém.


Gus: Gustavo Fring,aquele "vilão",porque assumir que Gus é mal, torna Walter mal também,ele esta mais pra um homem de negócios. Esse personagem tem presença,sempre que entra em cena,você sabe que algo esta para acontecer,é aquele tipo de pessoa que não precisa te ameaçar pra ficar intimidado, quando Gus entra na série,somos presenteados com diálogos incríveis,já que até o momento Walter só tratava com traficantes drogados.

Hank: Cunhado de Walter,é a escolha não-obvia,o policial que não é galã nem nerd,normalmente seria coadjuvante em uma delegacia,é casca-grossa e tem uma boa intuição, mesmo as vezes parecendo mais alivio cômico do que investigador,Hank tem ótimas cenas e um faro apurado.

Skyler: Mulher de Walter, depois de seu marido,ela que tem a maior transformaçao na série,de uma mulher mesquinha passa para administradora do dinheiro do marido.  

Este texto pode conter spoilers e prejudicar sua experiência. Caso ainda não tenha assistido ou esteja familiarizado com a série. Leia por sua conta em risco(Selecione para ler)

Enquanto Walter vai destruindo todos seus inimigos e conquistando mais território,ele vê o tempo já acabando,quando as coisas começam a desmoronar.
Vemos uma armadilha ele faz para Jesse dar terrivelmente errado e Hank acabar morto, Agora começa a busca por vingança.
Após já perder a maioria do dinheiro ganho,mas ainda assim conseguir garantir a estabilidade da família,se vingar das pessoas que mataram seu cunhado,e salvar o Jesse de bonus,Walt confessa para sua amada.

Fiz por mim, Gostei da sensação.

Que final,explica muita coisa e mesmo você ja suspeitando,o clímax que é construído para ele dizer isso é fenomenal.

 A trama de Breaking Bad nos faz refletir em como somos estruturados e fixados em grupos especificios e quando voce resolve a ter seu break bad(literalmente torna-se mal)isso reflete em todos a nossa volta,a condição humana retratada aqui é muito boa e junto com a ação do mundo do trafico nao a torna maçante, vale muito a pena.

Vikings: Alguns argumentos para você assistir.



“Vikings” é uma serie da TV irlando-canadense, estreou em 3 de março de 2013 nos Estados Unidos e no Canadá, essa série é escrita e criada por Michael Hirst, para o canal da TV americana “History channel”. A série foi filmada na Irlanda, e se inspirou nas histórias de um dos maiores vikings já conhecidos, Ragnar Lothbrok. 

Este post pode conter spoilers, caso você esteja isolado em uma cabana nas montanhas e não saiba do que trata essa série. Brincadeiras à parte, farei minha análise com o mínimo de spoilers possível, ok? Então vamos lá!

O enredo da série é basicamente inspirado nas explorações feitas por Ragnar naquela época, ela mostra também muito a fundo os costumes vikings, as belas batalhas e o modo como viviam, tanto as pessoas mais pobres, quanto as mais ricas, pois na série, Ragnar se inicia como um fazendeiro, e no decorrer se torna rei.


Ela conta com diversos personagens, dos quais alguns tomam mais destaque durante série que outros, e desses, podemos citar alguns, como Ragnar Lothbrok, o qual é o personagem principal da série (como já citado acima), ele é o personagem que lidera a sua aldeia a exploração de novas terras, e assim chega a Inglaterra, onde encontra muito ouro e elementos preciosos. Podemos citar como personagem importante na trama também o irmão de Ragnar, Rollo, esse é um personagem que se inicia um pouco confuso na série, e após alguns episódios esse se torna um traidor.

Uma coisa que me atraiu e me deixou muito encantado pela série são as batalhas ocorridas durante alguns dos episódios, o modo com o qual elas foram feitas e encenadas trouxe uma grande realidade, e nos levou para muito próximo da realidade daquela época, e sem contar à realidade que eles tentam manter durante toda a série. Além disso, gostaria de citar um personagem que eu gosto muito dentro da série, que não é o principal, mas que participa bem, que é Floki, esse é um personagem intrigante, com um ar misterioso, e na minha opinião um dos melhores da série.

Elenco presente na San Diego Comic Con

Eu indico essa série aqueles que gostariam de passar seu tempo se distraindo com uma dramaturgia histórica e um pouco mais pesada em relação a programação normal, pois ela tem um conteúdo sexual e violento em alguns episódios, porém é uma excelente série ao público adolescente e adulto.






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Stranger Things: Pare o que você estiver fazendo e vá la assistir!

Saudações, aprendizes! Hoje falarei sobre essa série que vai explodir seus miolos!


Este post pode conter spoilers, caso você esteja isolado em uma cabana nas montanhas e não saiba do que trata essa série. Brincadeiras à parte, farei minha análise com o mínimo de spoilers possível, ok? Então vamos lá!

Claymore: Viva a sua Vida

A historia se passa numa terra onde humanos vivem em constante ameça por causa dos Youmas, monstros com o poder de copiar o corpo e a mente das pessoas,para devora-las sem serem percebidos.

Nesse clima que A Organização, um grupo envolto em mistério, desenvolve guerreiras hibrida com os monstros, para combate-los. As Claymores, como são chamadas por causa das enormes espadas que carregam,possuem força descomunal que aliada com sua inteligencia e treinamento, conseguem combater os Youmas.


Claire é uma dessas guerreiras, faz o necessário para cumprir sua missão,sem nunca questionar o por que dos ataques as cidades ou o que A Organização faz com o pagamento feito por destruir os monstros.   Um erro muito percebido a medida que a história avança. Um dos principais focos dessa obra é o fato do exercito ser composto somente de mulheres e o fato disso não ser aprofundado na série,mostra como o autor conseguiu mostrar de forma orgânica, que para um monstro, os humanos se dividem em gêneros demais e por isso não conseguem destrui-los.
A ação de Claymore é incrivel, mesmo estando no "padrao Shonen" não fica tão premeditada, misturando os ataques especiais com luta mano-a-mano, que deixa o espectador aflito.

E quanto mais se descobre sobre a organização e as outras Claymores, a verdade da missão fica cada vez mais confusa,mostrando que o monstro pode ser quem menos se espera.

Uma ótima trama que vale a pena ser assistida.

Mr. Robot 2 ª temporada: O que esperar?



Este texto pode conter spoilers e prejudicar sua experiência. Caso ainda não tenha assistido ou esteja familiarizado coma série. Leia por sua conta em risco.

Uma das séries mais interessantes dos últimos anos chegou em 2015 quase que despercebida, mas em pouco tempo conseguiu conquistar a atenção do público e da crítica, tratando de assuntos sobre a segurança na internet, redes sociais, cultura hacker fidedigna de uma maneira não mostrada antes. Com uma crítica corrosiva ao consumismo e apologias a grupos ativistas da internet como o Anonymous, MR Robot ganhou dois Globos de Ouro, melhor série e melhor ator coadjuvante para Christian Slater. Agora passado quase um ano de seu debute, a série volta com holofotes voltados para algo promissor.


Nessa segunda temporada, a missão de MR Robot é manter ou superar o trabalho competente mostrado na primeira temporada(leia crítica aqui), onde segundo seu criador e showrunner, Sam Esmail, terá uma trama mais sombria e atará nós soltos da temporada anterior, em que Elliot Alderson (Rami Malek) e o grupo ativista/terrorista fsociety começou uma revolução anárquica na economia mundial através de cyber ataques à E Corp.


Apesar das consequências do ataque a mega corporação, o grupo ainda não está satisfeito com os resultados alcançados, mesmo atraindo atenção mundial do cenário hacker e com novos membros se juntando a causa, pois para eles é apenas o começo. Com a instabilidade mental de Elliot, agora ciente de sua esquizofrenia, cabe a sua irmã Darlene (Carly Chaikin) conduzir o futuro da fsociety, enquanto seu irmão luta para não ser novamente dominado pelo MR Robot.


Outros núcleos interessantes como Angela (Portia Doubleday), a melhor amiga do protagonista, agora se vê ao lado do inimigo pela qual lutou a vida inteira e essa dinâmica se bem utilizada dentro da história, pode render bons frutos. Uma questão recorrente nessa segunda temporada é a respeito do sumiço Tyrell Wellick (Martin Wallström) , que foi ponto chave para a ação desencadeada para a crise econômica gerada na temporada anterior,fator que até então não teve ou ainda não foi mostrado em toda sua plenitude.

Provavelmente por estarmos inseridos ao mundo apresentado anteriormente e conhecer os personagens, as sensações impactantes e questionadoras, parecem ter ficado de lado, dando vazão mais ao mistério que só poderemos definir se é justificável ou não no decorrer da temporada.